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Um namoro pra chamar de seu

12 jun

Diferente dos aniversários de namoro, a tv não me deixa esquecer. Hoje é dia dos namorados. Não para todo mundo, claro. Apenas para quem tem namorado. Para as solteiras, hoje é o Dia da Diabete, também conhecido como Dia da Overdose de Brigadeiro de Panela. Para os solteiros, dia de fazer uma “pré” na casa de um amigo e depois partiu “noite dos solteiros” pegar “alguma que dê de primeira”.

Os casais merecem sim comemorar. Até porque eles detêm um título que, nos dias de hoje, vale muito: estão em um relacionamento sério! Sei de pessoas que doariam um rim para escrever isso em sua página pessoal na rede mundial. Estar “em um relacionamento sério” mostra ao mundo o quanto você vale a pena, o quanto você é bom, quanto você é amado e desejado. E o melhor: não está por ai disponível. Estar num relacionamento sério significa que você não é daqueles que termina namoro a qualquer momento. Você é a garantia de um futuro maravilhoso, melhor que propaganda de banco.

Para os namorados, o dia de hoje é uma espécie de triathlon. Em um mesmo dia o gajo tem que ser romântico, comprar um presente fofo e criativo, proporcionar um belo jantar romântico e ainda fazer sexo competente. Tudo isso depois de um dia de trabalho.

Para as namoradas, dia de frustração. Dia de aturar um romantismo piegas, ganhar um presente cafona e nada criativo, encarar fila no restaurante para ser mal atendido e ainda aguentar sexo sofrível e repetitivo.

Mas, como boa namorada que é, ela vai achar tudo lindo e dirá que é a pessoa mais sortuda do mundo. Sua página na rede social se encherá com imagens de taças de vinho, velas, rosas e mãos… A cada etapa da noite, novas fotos do celular de última geração que funciona como máquinas dos anos 20 surgirão no álbum do “livrorosto”.Vocês serão o casal mais feliz da rede mundial.“Curti”.

Toda essa alegria dura até o momento em que outros casais exibem suas fotos em restaurantes melhores, com presentes melhores, celulares melhores e até aplicativos melhores. Verdade seja dita: eles são mais bonitos, mais felizes, tem celulares melhores e pagaram U$ 0,99 no aplicativo com todos os filtros dos anos 20, 30, 40, 50… “Curti (desfazer)”.

Por isso, aqui seguem três dicas para surpreender sua amada. Não seja apenas mais um amante comum e previsível no dia de hoje:

– Compre um filhote de Beagle: Além de um belo presente, ele tem dupla função. Caso vocês continuem juntos, ela vai amar para sempre o cãozinho e você será o melhor namorado do mundo. Caso vocês terminem, ela terá que cuidar desse pequeno demônio de quatro patas sozinha, que com certeza vai destruir a casa, o sofá e as roupas dela. Você será lembrado com ódio até o fim dos tempos.

– Dê a ela um cartão… de crédito.

– Termine o namoro.

Para as solteiras, descobri uma versão atualizada da oração de Santo Antonio, guardião das encalhadas festejado dia 13/06. Quem sabe ano que vem vocês têm mais sorte.

“Ó Santo Antônio, louvai-me com suas bênçãos. Rogo a ti que me abençoe com um marido ou namorado. De preferência rico, bonito e hétero. Se for rico, prometo não esquartejá-lo e espalhar seus pedaços por uma estrada abandonada. Serei tolerante com suas traições. Se for bonito, farei de tudo para ter uma família linda e feliz, mesmo nos dias em que ele chegar em casa bêbado e violento. Se não for hétero, prometo manter as aparências e não me separar. Seremos sempre um casal feliz para nossos amigos e parentes, principalmentenas redes sociais e para minha mãe. Ó meu Santo Antônio, com sua glória afaste de mim os pobres e feios. Livrai-me dos suburbanos e favelados. E principalmente, proteja-me dos descasados, pois nada no mundo é pior do que ex-mulher. Acompanhe-nos até o altar e nos mantenha unidos até que o nosso dinheiro acabe. Que nós sejamos felizes e capazes de vencer todos os problemas familiares, mesmo que com ajuda de bons advogados. Caso me separe, que o senhor me louve com uma boa pensão para que cuide de meus filhos tão bem quanto cuido da minha pele. Amém.”

• •

Alexandre Pimenta é autor-roteirista da TV Globo. Filho da ditadura militar e fruto de uma rapidinha que deveria ter sido uma masturbação, foi concebido com raiva na Ilha de Paquetá, na praia da Moreninha. Foi companheiro de quarto de Mark Zuckerberg, mas achou o projeto de faculdade do amigo uma merda. Com faro para o empreendedorismo, pegou todo o seu dinheiro e comprou títulos das “Fazendas Reunidas Boi Gordo”. Aguarda com ansiedade a liberação dos bingos. 

Um dia inteiro na saída do elevador

25 maio

Ontem encontrei um amigo que não via há alguns anos. Foi rápido, nos encontramos de repente em um prédio comercial, ele saindo de um elevador e eu doutro.  Quando perguntei como ele estava, me respondeu: “Tô bem. Cuidando do que precisa ser cuidado…”

Não é bem isso que se espera com um “tudo bem?” despretensioso, não é? Acho que por isso essa frase não saiu da minha cabeça. Afinal, quantas pessoas você encontra depois de anos e te fazem pensar no sentido de uma palavrinha tão bonita em apenas alguns segundos?

Então comecei a refletir sobre coisas e pessoas que amamos e o valor que damos a elas.

Nunca vou saber a quê ele se referia. Talvez, só aquele instante, ele tenha percebido as coisas que precisariam da sua presença e dedicação. Como vamos saber?

Ele poderia estar falando sobre a vida profissional. Afinal, quantas vezes adiamos um sonho por medo de arriscar? Tirar nossos desejos da marginalidade também é cuidar.

Ou ele pode ter se referido à sua própria vida. Quando nos envolvemos numa rotina de compromissos e obrigações, caímos num abismo de desconexão com nossa essência e nossas verdadeiras prioridades. Quem sabe ele resolveu tirar do baú os planos deixados pra depois? Ou relembrar as memórias que precisaram ser camufladas para pararem de doer? Ou então marcou todos os médicos de uma só vez, decidindo que nesses dias cuidaria dele, ao invés de esperar que alguém o fizesse.

Talvez tenha resolvido, apenas agora, tomar uma atitude e apoiar o veto da presidente Dilma ao código florestal? A natureza é um lugar bom para canalizar nossas energias. Sempre voltam pra gente.

Mas talvez ele falasse de um grande amor, como quem acaba de aprender que é preciso cuidá-lo para tê-lo feliz. Porque cuidado é uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.

E então pensei: quantas vezes deixamos de cuidar daquilo que nos é mais caro, raro e belo?

Quantas vezes na nossa vida fazemos coisas chatas, mas que são importantes para o outro? Poucas, eu sei.

Quantas vezes fazemos quem amamos se sentir a pessoa mais importante do mundo? E não vale ser no aniversário.

Quantas vezes ficamos meses sem ver alguém porque não temos tempo? Trabalhamos muito, eu sei.  Enquanto isso a gente enrola com um “Vamos marcar! Saudades…” no facebook.

Ou quantas vezes não sabemos expressar o que sentimos e pensamos: “tudo bem, eu sou assim”, sem lembrar o que amor precisa ser zeloso?

Não há mais espaço para as falsas prioridades, os dias já são curtos demais. Então corre.  Vá cuidar do que realmente precisa ser cuidado.

Por que está tão difícil encontrar o par ideal?

2 nov

Queridas,

Esse feriadinho caiu como uma luva né?! Para mim então, está sendo dos deuses… como uma rotina alucinante, aproveito esses momentos para relaxar, ler um bom livro, organizar as minhas coisas e claro, encontrar com meus amigos. Tudo bem que esse será apenas um dia, mas valorizo qualquer tempinho de relax! 😉 Amanhã devo encontrar algumas amigas queridas… esses encontros são sempre tão divertidos né?? Eu adoro!! Outro dia uma amiga do trabalho estava comentando sobre a dificuldade de encontrar o par ideal. Basta um grupo de mulheres solteiras se reunirem para que esse assunto renda. Ela então, escreveu um texto sobre isso e decidi compartilhar com vocês.

As mulheres estão cada vez mais exigentes, mais bem resolvidas em relação à vida profissional e, sim, frustradas. Frustradas porque não encontram caras legais que queiram investir em um relacionamento sério (aqui não me refiro ao status do facebook, vou além… Falo de um relacionamento maduro, que envolva compromissos e cumplicidade). Hoje, nós vamos listar alguns motivos que podem explicar esse impasse!

 1 – Os homens estão querendo curtir a vida loucamente. A gente até entende se o cara tem 20 e poucos anos, é recém-formado e está conhecendo as coisas boas da vida agora, mas o que não dá é ouvir de um burro velho “Não estou preparado para um relacionamento”. No way!

2 – Está uma febre de piriguetes. Muita oferta! Mulher está tão fácil, mas tão fácil, que os caras ficam perdidos e, em vez, de investirem em apenas uma, ficam zanzando, pegando as facinhas do mercado. Será que eles não vão cansar nunca dessa vidinha vazia?

 

3 – Homens têm muita dificuldade em virar a página e se mostrar disponível. O casamento acabou? Recomece! A outra não te quer mais? Olhe para o lado, há tantas mulheres interessantes! Nesse quesito, a mulherada é muuuuuito mais sagaz! Nós mudamos o disco mais rapidamente e sempre iniciamos o novo repertório esperançosas.

 

4 – Nesse mundo capitalista, há cada vez mais homens focados no trabalho. O grande problema é que, diferente das mulheres, os homens não têm capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Fracos, coitados! Rs! Ser bem sucedido praticamente anula a possibilidade de envolvimento com uma mulher. O pior é pensar que eles sabem administrar suas empresas, seus funcionários, mas não têm a menor ideia de como gerenciar as próprias vidas. Curso de gestão de relacionamento já!

 

5 – Criar vínculos é assim tão difícil? Para alguns homens, quase impossível! Tem tanta gente com medo do compromisso. Paciência zero para esses caras que têm medo de se relacionar. Amar mexe tanto com as emoções quanto um salto de paraquedas. Milhões de hormônios se manifestam quando você se apaixona. Tem coisa melhor? Normalmente, esse receio todo é por causa de alguma rejeição. Bola pra frente! Queridinhos seres do sexo masculino, se aventurem e amem!

 Apesar da cruel realidade, alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos? Se você ainda não encontrou o grande amor da sua vida, não desista! Há alguém sonhando com você, louco para te amar e te fazer feliz! 

 

 E aí? Vocês concordam??

bjs,

No twitter: @Open_Closet

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Tudo novo de novo

18 out

Oiii people,

Hoje, meu post será diferente do que estão acostumados! Como faz tempo que não rola uma crônica por aqui, decidi fazer a minha parte, escrevendo sobre…

Como bloguera, adoro falar sobre moda, beleza, tendências, referências, produtinhos, decoração, etc… Como jornalista, gosto de notícia, de ver tevê, de ler romances, de falar ao telefone, de estudar, de cultura, de aprender, de falar (muito), de produzir textos e claro de estar sempre informada. Como amiga gosto de estar junto com meus amigos, viajar, curtir, rir, sair para night, ir ao cinema, conversar, trocar ideias e experiências. Como prima sou confidente. Como filha e irmã, sou apaixonada pela minha família.

Como a vida não é feita apenas de momentos felizes ou coisa que gostamos de fazer, o jeito é enfrentá-la. O primeiro passo é pensar positivo. Tem quem não acredite, mas a energia positiva está sempre rondando e ajudando aos que acreditam nela. O segundo é pensar e refletir a melhor maneira de enfrentar ou superar os obstáculos, que a vida nos surpreende. Sabe aquele poema de Drummond:

“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.”

Pois é, as pedras são nossos obstáculos do dia-a-dia. Mas não vamos perder a fé nem desanimar. A vida é muito mais que isso! Já dizia Lulu: “ Vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir!”. Vamos nos permitir superar as dificuldades, e aproveitar o que a vida nos reserva da melhor maneira possível. Não adianta desanimar, quanto mais tempo você sofrer, ou evitar encarar a realidade, menos tempo sobrará para aproveitar as coisas que realmente valem a pena. E claro, as surpresas, que a vida nos reserva. Hoje pode ser um dia difícil, mas o amanhã será muito melhor. Vamos sonhar!

Esse post é dedicado especialmente a um amigo, que está passando por um momento difícil e também para a Ttzinha do meu heart, que comemora mais um ano de vida! ❤

bjs,

Não se preocupe. Nada vai dar certo

13 set

Eu não quis acreditar nessa frase quando me deparei com ela, há alguns dias.  Bati o pé, esperneei, levei pra a terapia  me recusando a aceitar que o que é ruim demais para ser verdade, acredite, muitas vezes é verdade!

Tudo começou num dia em que eu devo ter acordado sem o lobo esquerdo do cérebro. Estava eufórica pois teria o casamento de dois amigos queridos no sábado à tarde e à noite a formatura de uma amiga de infância. Nesse dia escolhi a minha roupa: uma divina saia-longa-de-cintura-alta.

Resolvi tudo com uma antecedência nunca antes imaginada e a minha produção era incrível. Eu ia estar linda e claro, chiquérima. Isso se a minha vida fosse um romance, claro. Mas só pra esclarecer, não é, ok?! Então, pode tirar o sorrisinho do rosto que lá vem lágrimas. E muitas.

Quando me vesti para ver como a produção ficaria, percebi que eu estava muito, muito arrumada com a tal divina saia-longa-de-cintura-alta. Por isso, resolvi que ia cortá-la e fazer uma saia godê mais curta. Hã?????? É. Eu sei. Fiquei maluca, pirei, cheirei spray de cabelo. Por que, raios, eu fiz isso? Alguém explica? Alguém?

Há uma semana do fatídico sábado fiz  prova das roupas no atelier, marquei meu cabelo e minha maquiagem, com uma “hair stylist”que viria me atender em casa. Fiquei horas pesquisando penteados e até aproveitei o gancho pra fazer escrever aqui sobre isso.

Há três dias do casamento. Experimentei a saia e uma blusa de seda nude que mandei fazer para usar junto e…SURPRESA! A cintura da saia ficou apertada, a cava da blusa estava gigante e o forro do decote virava pra fora. Eu estava parecendo uma criança obesa de cinco anos com uma roupa de bailarina e uma barriga redonda. Estranhíssimo. Só que mais que estranha, eu estava raivosa. Eu virei uma pequena bola de raiva. Como aquilo era possível??

Corri para rua, comprei sapatos, um novo vestido e ainda mandei apertar a peça inteira, que era um número maior,  em dois dias!

No sábado, por recomendação da profissional que faria meu cabelo, só o lavei com shampoo anti-resíduo. Eis que, ao meio-dia, recebo um telefonema da “hair stylist” dizendo que teve uma briga com alguém e estava muito abalada, portanto, não poderia me atender.

E lá estava eu, há duas horas do casamento, no meio na rua, com um cabelo que nem consigo definir. Eu parecia a filha da Vanessa da Mata com a Elba Ramalho nos anos 70.  E o pior: sem nenhuma esperança no futuro. Eu não tinha se quer um horário no salão.

Saí desesperada à procura de alguém que me atendesse em uma hora. Consegui o cabelo, eu mesma fiz o make e consegui chegar ao casamento. Obviamente atrasada. Perdi a cerimônia.

Claro, amaldiçoei as próximas vinte gerações das “profissionais” com quem tratei – nem vou entrar nesse mérito aqui.

E tirando as primeiras fotos, que eram fofas, o que me lembro dessa noite, em que parecia que “nada ia dar certo”, foi isso aqui:

Impossível dar mais certo que isso.

Fotos: Reprodução

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“Não temos tempo a perder…”

5 set

Quem nunca quis ter uma máquina do tempo, bem no estilo “De volta para o futuro”?

Pois é, esse final de semana fui assistir ao filme brasileiro “O Homem do Futuro” e essa questão voltou aos meus pensamentos inquietos.

Até hoje somos pegos por uma curiosidade, quase que tentadora, de sabermos como será o nosso “depois”; o “after-party”. Gostaríamos de nos teletransportar para depararmos com nós mesmos daqui a uns dez anos e perguntarmos: “E aí, como estou? Tomei as decisões certas? Casei? Tive filhos? Sou bem sucedida? “ Esse interrogatório todo para descobrirmos a peça-chave: “Sou feliz? Valeu a pena?”

A partir daí brincarmos feito Lego com nossas vidas. O fato é que, ainda não inventaram essa máquina, sendo assim, viveremos eternamente com interrogações soltas que podem nos tirar o sono. Mas, no final das contas, a única pessoa que poderá ser responsabilizada pelos nossos fracassos e sucessos somos nós mesmos.

Tomar decisões requer riscos, escolhas e renúncias. E ninguém melhor do que nós para sermos os autores da trama. Assim como acontece em outro filme brasileiro, “A Dona da História”, no qual a personagem da Marieta Severo se encontra com seu passado e decide fazer um novo começo, alterando o rumo das coisas e criando diferentes versões para sua própria vida.

E ela se questiona: “E se eu não tivesse ido aquela festa? Se tivesse escolhido um outro marido ou um outro emprego?”

Muitas dúvidas que provavelmente ficarão sem conclusões, afinal, como a vida é apenas uma temos que arcar com nossas escolhas para vivermos da melhor forma possível. Mesmo porque nem sempre iremos acertar.

Assim como disse o Zero (Wagner Moura): “não existe vida sem problemas. Não podemos fugir deles.” E não podemos mesmo!! Felizmente (ou infelizmente) faz parte do nosso amadurecimento, do roteiro da nossa história, mesmo quando eles não estavam nos scripts. Eles nos ajudam a definir quem seremos e a forma como lidaremos com as questões mais complexas.

Por isso, é preciso muito mais que certezas, é preciso coragem para assumir suas vontades. Talvez, o charme da vida seja exatamente isso, arriscarmos assim como num jogo de pôquer, sabendo que nem sempre teremos sorte no jogo. Mesmo porque não há nada mais entendiante do que já saber o final da história.

Então, pule de bung jump na sua vida e mergulhe de cabeça nas suas escolhas, faça valer a pena. Como diz a música tema do “O Homem do Futuro” “Temos todo o tempo do mundo… e ainda somos tão jovens, tão jovens…”.

Eu particularmente detesto clichês, apesar de muitas vezes ser inevitável não usá-los, mas terei que finalizar essa crônica com uma frase já bem conhecida do Chico Xavier, que se encaixa perfeitamente nesse grand finale: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

Só depende de vc!

Bjos e Boa semana!!

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O Homem do Futuro:

– Cinépolis Lagoon: 20:20h

– Fashion Mall: 21:30h

– Shopping Leblon: 21:15h

– Rio Sul: 21h

– Roxy: 21:20h

– Shopping Tijuca: 21h

– Downtown: 21:30h

– Botafogo Praia Shopping: 20:30h

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Eu era feliz e sabia

11 jul

Há algumas semanas assisti ao filme de Woody Allen: “Meia Noite em Paris” e confesso que fiquei encantada com o roteiro.

Além de original, o longa tem cenas lindas em que mostra a charmosa cidade luz, tanto nos mais modernos anos 2000 como também no auge de sua Belle Époque.

Apesar disso, não vou escrever aqui sobre a história do filme, mas sim, o porquê de ela não sair da minha cabeça.

Há dias penso em duas questões centrais do filme: será que somos eternamente insatisfeitos? Essa característica faz parte do nosso DNA? E se eu pudesse ter vivido em outra época; em qual outro momento e lugar ia querer estar?

Quanto a primeira questão, acredito que sempre, desde que o mundo é mundo, temos a ilusão de que a vida dos outros é mais interessante que a nossa. E que se tivessemos “aquele” carro, “aquela” roupa, “aquele” corpo, “outro” apartamento, “outro marido; mais bonito, mais rico, mais carinhoso…” se morássemos em “outro” país ou trabalhassemos “naquela” empresa seríamos mais felizes.

Doce ilusão! Sejamos felizes com o que temos e o que somos.

Por estarmos sempre admirando a vida dos outros e a sua felicidade “facebookiana”, tendemos a achar que a nossa vida é muito sem graça e que não somos tão alegres, bem resolvidas e bonitas quanto àquelas pessoas.

A partir daí passamos a nos boicotar com aquela tão famosa frase: “Eu era feliz e não sabia”. E não sabia mesmo, porque provavelmente você estava mais uma vez olhando e desejando só as coisas que não tem, que não possui, observando o seu vizinho, a sua amiga, prima e esquecendo de viver a sua própria vida.

Esse talvez seja nosso grande problema.  Se perdessemos mais tempo com nós mesmos, olhando para nossa relações, nossas qualidades, por tantas coisas boas que nos acontecem diariamente, garanto que valorizaríamos mais o presente, ao invés de ficarmos chorando um passado nostálgico e sonhando com um futuro quase que inatingível. E só assim você poderá afirmar : eu era feliz e sabia… sempre soube!

É claro que o ser humano já tem uma tendência mais dramática mesmo. Como o próprio Poetinha dizia: “Tristeza não tem fim, felicidade sim”. Alguns afirmam até que ninguém é feliz, mas sim, vive momentos de felicidade.

Que seja! Então busquemos mais esses momentos, efêmeros ou não, de felicidade. E que seja uma alegria completa, verdadeira e muito bem aproveitada. Que saibamos reconhecer que ninguém é perfeito, que nunca será e que a perfeição chega a ser chata!

A vida também precisa de movimento, de altos e baixos, pra que essa montanha russa emocional possa dar aquele friozinho na barriga cheio de adrenalina, que nos faz suspirar, tremer e que nos move. Afinal, não há nada mais chato e entediante que a previsibilidade.

Então, hoje aproveite mais o dia, esse grande PRESENTE, e seja simplesmente feliz!

Ótima semana =)

*Fotos: Reprodução

Os dois dias inesquecíveis de Liz em Paris

26 jun

 

Oiii meninas,

hoje, vou postar a primeira crônica no blog. Em breve, vocês vão ver muitas outras! 🙂

Os dois dias inesquecíveis de Liz em Paris

Oh, my Goodness! Paris é um luxo só. Cheguei à cidade pela manhã e não quis perder tempo. Fui a um bistrô que Laura disse que era um dos melhores da capital francesa. Nossa, e não é que era super aconchegante?!

Depois, adivinha. Fui ao Louvre e fiquei por lá o dia inteiro. Muita coisa para ver e admirar. Alucinante. Não sei se esse é o melhor adjetivo para descrever um dos museus mais antigos do mundo. De qualquer forma, foi o que me veio à cabeça agora, que estou contando a vocês sobre meus dois dias inesquecíveis em Paris.

Voltei para o hotel depois das lindas horas no Louvre, tomei um banho rápido e fui ao Moulin Rougeem Pigalle. Tinhamvários franceses interessantes. Conheci o Marcel, um cara super sério, de poucas palavras, mas conquistador como poucos. Bom, os detalhes não vou ficar postando aqui. (Hahaha… Morram de curiosidade!)

No dia seguinte, acordei bem cedinho e fui curtir as últimas horas na “Cidade Luz”. Ah, Torre Eiffel. Belíssima. Consegui resistir à tentação de “escalar” a torre. Estava lotada. Sem perder tempo, fiz um passeio de Bateau Mouche pelo rio e vi Paris de um ângulo diferente, divertido. 

Cumpri o que prometi para mim mesma. Embora eu tivesse plena consciência de que eu não tinha cacife para comprar nada na Rue du Faubourg Saint Honoré, de longe a rua mais chique de Paris, fui até lá. Cada coisa maravilhosa encontrei. Mas, deixei para fazer minhas compras numa feira livre que descobri próxima ao hotel.

No final do dia, fui a um café com Marcel. Conversamos durante algumas horas, trocamos e-mails e confidências. E prometemos um ao outro nos verem breve. Será? Será?

Às 20h, já esperava para pegar o trem de volta para Lisboa, onde estava toda minha família, que preferiu não ir à Paris para ficar apenas dois dias. Bobearam eles.

Beijos. Volto em breve para contar sobre mais uma viagem.

 

 

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