OC em Fome tóxica: o vício dos industrializados, dia 58

19 jul

O clínico geral Joel Fuhrman é o novo popstar do emagrecimento nos EUA. O médico, que tem um livro há mais de um ano na lista de mais vendidos do jornal “New York Times” e um site para para orientação a pacientes e venda de produtos dietéticos e uma clínica em Nova Jersey afirma que o sucesso de sua dieta está ligado a uma mudança na percepção de fome.

Dr. Fuhrman ressalta ainda que comida industrializada não é saudável. É um vício que resulta em sintomas de abstinência quando você fica um tempo sem comer. É o que ele chama de fome tóxica. E eu posso afirmar que isso é verdade. Há dois anos, eu vinha controlando habilmente minha alimentação, até que passei um tempo viajando e a mania de comprar quitutes e besteirinhas para deixar no hotel me fez viciar nas porcarias e fazer cair por terra o controle que eu havia feito. Comida industrializada realmente vicia! Voltei para o brasil com o péssimo vício e excesso de peso que não era na bagagem!😉

Um artigo que saiu no periódico Nature Neuroscience dá uma outra perspectiva do porquê é tão difícil deixar de comer alguns pratos e alimentos gordurosos, mas muito palatáveis. Em uma experiência com ratos foi constatado que aqueles que se alimentavam de comida gordurosa apresentavam um déficit nos receptores de dopamina D2, hormônio que está associado à sensação de prazer e satisfação.

No experimento, os ratos foram divididos em três grupos: um que só se alimentava de ração, um que tinha acesso limitado a comidas gordurosas e um que poderia comer todos os alimentos gordurosos que quisesse. Depois de 40 dias, os ratos que tinham acesso ilimitado à gordura ganharam muito mais peso se comparados aos demais roedores. “O desenvolvimento da obesidade em ratos com acesso ilimitado à comida palatável está muito associado à piora do sistema de recompensa do cérebro”, escrevem os cientistas.

Os pesquisadores afirmam que déficits similares no sistema de recompensa do cérebro foram reportados em ratos viciados em drogas, como cocaína injetável. Logo, essa deficiência de receptores de dopamina D2 pode levar ao exagero na comilança, contribuindo para a obesidade.

O aumento de peso pode ser o resultado mais visível de uma dieta inadequada. Mas quem está na parcela sem pneuzinhos da população também corre riscos. Principalmente por causa de outro ingrediente-chefe da comida industrializada: o sal. “A maior parte do sal que a gente consome não está nos saleiros, mas nos alimentos processados”. O sal é adicionado para ajudar a preservar o produto e, principalmente, reforçar o sabor. E ele acaba onde você menos espera. Está nos cereais de café da manhã e até nos achocolatados – para deixar o chocolate menos enjoativo.

Mas para emagrecer é preciso seguir uma dieta que restringe vários grupos de alimentos? As pessoas têm o direito de comer o que quiserem. Se querem uma alimentação que causa doenças, podem achar um programa saudável muito restritivo. O estilo de alimentação saudável não é muito popular, mas, quando as pessoas recebem as informações certas, percebem seus benefícios e passam a gostar mais desse tipo de comida.

É mais gostoso comer pratos que, além de tudo, são intelectualmente apetitosos porque você sabe que vão contribuir para a sua saúde a longo prazo.

Livro falado do Dr. Joel Fuhrman:

EAT TO LIVE
AUTOR Joel Fuhrman
EDITORA Brown, Little book group
PREÇO R$ 19,46 na Amazon (www.amazon.com)

Fonte: Jornal Folha de São Paulo / Revista Planeta / Revista super interessante

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